26 de jul de 2014

#resenha 13 Eleanor & Park - Rainbow Rowell

Título: Eleanor & Park
Autora: Rainbow Rowell
Nº de Páginas: 325
Editora: Novo Século

Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.
Não sei, mas talvez Eleanor & Park seja um dos livros mais lindos, deliciosos e sensacionais que eu já li. Sem brincadeira. É quase comestível. Na verdade, eu devorei em pouco mais de um dia. Eu fiquei apaixonada, gente.

Fiquei encantada com a história de amor desses dois jovens de dezesseis anos que se conhecem, olha só, no ônibus, a caminho da escola. Adoro histórias que começam com uma música, ou uma banda, ou algum livro. Na maioria das vezes são as mais legais e também as melhores. Foi assim com o Charlie, que além de conhecer Sam e  Patrick- em As Vantagens de Ser Invisível -, conheceu também o Smiths. Margo apresentou a Quentin o significado de vadiar uma jornada perpétua, parafraseando muito mal Waltt Witman. E não posso esquecer de  Miles que entendeu com Alasca a única maneira de sair do labirinto pensado um dia por Símon Bolívar. 

E assim, com HQs e fitas cassetes tocando no walkman, Eleonor e Park se apaixonam! E desse romance, nasce um amor - e olha que eu nem sei o que é amor viu - puro e muito bonitinho. É meio impossível não se envolver com a história dos dois. Eles superam todas as diferenças possíveis para ficarem juntos. E são sinceros. Com a vida, com o sentimento, com eles. É muito bonito.

Se ela tinha saudade?
Queria perder-se dentro dele. Amarrar os braços dele em torno dela feito um torniquete.
Se lhe mostrasse o quanto precisava dele, ele sairia correndo.

Vou ser sincera também, fiquei encantada com o Park! Pra variar, eu me apaixonando pelos personagens dos livros, hehehe. Mas não tem como isso não acontecer. Park é um mestiço lindinho, geek - eu acho - e bobamente apaixonado (e apaixonante hehehe). Sortuda essa Eleanor, viu.

Ok, nem tanto assim. A vida da menina é realmente uma confusão. Muito foda. Mas ao conhecer Park as coisas mudam bastante e a convivência com ele torna tudo mais tolerável. É realmente legal ver como a família do garoto acolhe Eleanor e seus problemas. 

"Se você mesma não pode salvar sua própria vida, vale a pena alguém salvar? (...) Você salvou minha vida, ela tentou dizer. Não para sempre, não definitivamente. Provavelmente, só por certo tempo. Mas salvou minha vida, e agora eu sou sua. O que sou agora é seu. Para sempre".

Mas nem tudo é faz de conta, e - sério, vou ser um pouco chata agora - tudo o que construímos tende a desmoronar no ar, e - mais chata ainda - o pra sempre sempre acaba, os problemas externos invadiram o universo maravilhoso de Eleanor e Park. Fiquei pessoalmente abalada, confesso. Mas consegui sorrir com o final. 

Quais podem ser as três palavras? Eu te amo?

Acredito que sim, na moralzinha. 

Se eu fosse você, corria pra ler Eleanor & Park. Devoraria, na verdade! E, talvez, você também poderia aprender que amor é natural. Acontece. E vai lá saber quando...

Bianca Maciente

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