4 de fev de 2014

resenha #10 - O Teorema Katherine - John Green

Título: O Teorema Katherine
Autor: John Green
N° de Páginas: 299
Editora: Intríseca

Quando se trata de garotas (e, no caso de Colin, quase sempre se tratava), todo mundo tem seu tipo. O de Colin Singleton não é físico, mas linguístico: ele gosta de Katherines. E não de Katies, nem Kats, nem Kitties, nem Cathys, nem Rynns, nem Trinas, nem Kays, nem Kates, nem - Deus o livre - Catherines. K-A-T-H-E-R-I-N-E. Já teve dezenove namoradas. Todas chamadas Katherine. E todas elas - cada uma, individualmente falando - terminaram com ele. 

Sou muito suspeita pra falar sobre os livros do John Green porque sou completamente apaixonada por todos os que eu já li, A Culpa é das Estrelas, Cidades de Papel, Quem é você, Alasca? e, por último mas não menos importante, O Teorema Katherine

Terminei  o Teorema nessa madrugada e depois fiquei um tempinho acordada pensando sobre tudo o que eu tinha lido. Eu li uma história muito boa, que como diria Lindsey, tem um começo, um meio, senso de humor, romance, um fim e uma moral (várias, na verdade). Eu li o livro e consegui me visualizar no Colin, o garoto com uma neura chata de ser importante. Eu li o livro e entendi a eureka! de Colin.

Resumidamente, Colin levou um fora da décima nona Katherine de sua vida e, influenciado pelo melhor amigo, Hassan, resolveu cair na estrada durante as férias de verão. Nessa, eles acabam parando numa cidadezinha chamada Gutshot e conhecem Lindsey Lee Wells, com quem vão passar um bom tempo.

Durante as férias em Gutshot, Colin tenta criar um Teorema - o Teorema Katherine - que tenta prever o fim de qualquer relacionamento. Teoricamente ele consegue, mas depois descobre que o Teorema tem uma falha muito simples e até óbvia: como ele mesmo disse, o futuro é "infinito, indecifrável e lindo". Ou seja, nunca daria certo esse lance de tentar saber se um relacionamento pode terminar.

... é possível elaborar um Teorema que explique por que você ganhou ou perdeu as rodadas de pôquer que já aconteceram, mas não dá pra criar um que preveja as rodadas que não aconteceram. O passado, como Lindsey lhe dissera, é uma história que segue uma lógica. É uma percepção do que aconteceu. Já o futuro, como ainda não é lembrança, não precisa fazer nenhum fugging sentido.

Acho que mais do que a criação de um Teorema que Preveja o Fim dos Relacionamentos, Colin saiu ganhando muito mais dessa viajem. Ele ganhou conhecimento pessoal, sabe, começou a compreender melhor essa vida que ele leva. 

Tipo, a neura de ser importante. Ele chegou a conclusão de que todo mundo que já foi importante nesse século, pode ser esquecido no próximo, sem dó. Diante disso, o que prevalece mesmo são as histórias que contamos, que passamos adiante e que acabam mudando um pouquinho a vida de quem passa a conhecê-las. 

Eu serei esquecido, mas as histórias ficarão. Então, nós todos somos importantes - talvez menos do que muito, mas sempre mais do que nada.

Ele também descobriu que nem sempre ele foi o Terminado. Uma vez, lá no começo das Katherines, ele foi o Terminante. Mas nem sempre ele se lembrou disso. Pra ele, sua lembrança era de que ele sempre foi o Terminado, então as lembranças moldavam suas histórias assim. Então, na maioria das vezes, não são as histórias que deixam memórias, mas as memórias que deixam histórias! 

E a moral da história é que não é a gente que lembra o que aconteceu. É o que a gente lembra que se transforma no que aconteceu. 

Por fim, Colin descobre além de tudo isso, que o espaço vazio em seu peito havia sido tapado!! E ele também descobre um novo amor, ai sim!

Indico muito todos os livros do Green, especialmente esse, porque foi muito útil pra mim e refleti sobre várias coisas na minha vida. Já percebi que seus livros seguem um padrão: sempre são muito filosóficos, reflexivos e muito bem humorados. Qualquer um iria adorar.

Eu acho que, tipo... tipo, que sua importância é definida pelas coisas que são importantes procê. Seu valor é o mesmo das coisas que ocê valoriza.

Por hoje é só. BADALHOCA.

Beijocas,

Bianca Maciente.

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