8 de jan de 2013

resenha #5: guerra e spray - banksy.

Título: Guerra e Spray.
Autora: Banksy.
Editora: Intrínseca.
Páginas: 240.

"Não há a menor chance de você conseguir uma declaração nossa para usar na capa desse livro" (Porta-voz da Polícia Metropolitana de Londres). 

Resenhar sobre um livro constituído quase totalmente de imagens soa de certa forma vago e preguiçoso, talvez. Melhor seria contextualizar cada imagem, analisar citações e referências de quem fazem uso. Em parte, esclarecer o que dizem. Contar quais os aspectos que um artista como Banksy mais explora, e como explora é pedir ao mágico que revele seu a ilusão. Mas seria igualmente um erro ousar traduzi-las. Bem como definir o autor, coisa que Banksy certamente acharia indigno de atenção e - no mínimo - hilário.

Com segurança é possível dizer que Banksy é o pseudônimo de um grafiteiro, pintor, ativista político e diretor de cinema inglês. Nascido em 1974 na cidade de Bristol, iniciou com graffiti durante o grande boom de aerosol em Bristol no fim da década de 80. É adepto da técnica do estêncil - que utiliza lâminas/pranchas em que o preenchimento do desenho é vazado, por onde passará a tinta - para aplicar um desenho ou ilustração.

Os textos do autor vão da contextualização de algumas obras, passando pela experiência de grafitar, contando o tempo gasto em aplicar em alguns lugares, até dicas práticas aos interessados e amantes desse universo artístico que nunca é o mesmo. O que chama atenção sobremaneira no livro são as imagens da arte subversiva, satírica e por vezes ácida, de Banksy. A grande maioria não traz textos, fazendo com que a contemplação da provocação da imagem recaia totalmente no observador. É isso, Banksy é um grande e genial provocador.


 "Quem realmente desfigura nossos bairros são as empresas que rabiscam slogans gigantes em prédios e ônibus tentando fazer com que nos sintamos inadequados se não comprarmos seus produtos."




"Ao contrário do que dizem por aí, o grafite não é a mais baixa forma de arte. Embora seja necessário se esgueirar pela noite e mentir para sua mãe, grafitar é, na verdade, uma das mais honestas formas de arte disponíveis. Não existe elitismo ou badalação, o grafite fica exposto nos melhores muros e paredes que a cidade tem a oferecer e ninguém fica de fora por causa do preço do ingresso."

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